A política faz parte da vida em sociedade. Mas ela precisa entrar no cartório?
Em períodos eleitorais, essa é uma reflexão importante para todos que trabalham nos serviços extrajudiciais.
Cada pessoa tem suas opiniões, convicções e escolhas políticas. E isso deve ser respeitado.
Mas existe uma diferença fundamental entre a opinião pessoal de um colaborador e a postura profissional e institucional do cartório.
O cliente que chega ao balcão não está ali para saber em quem você vota.
Ele está ali para ser atendido.
O cartório não tem partido
O cartório é institucionalmente apartidário. Ele atende pessoas com diferentes opiniões, histórias e escolhas políticas.
Por isso, todos devem receber o mesmo atendimento: com respeito, imparcialidade e profissionalismo.
Sua opinião é pessoal.
A instituição é outra coisa.
Por isso, evite transformar o atendimento em espaço para manifestações políticas, discussões sobre candidatos ou posicionamentos partidários.
Uma regra simples ajuda:
A política é uma escolha pessoal. O atendimento é uma responsabilidade profissional.
O balcão não é palanque
Durante um atendimento, o cliente pode perguntar:
“Você vai votar em quem?”
Você não precisa entrar na discussão.
Uma resposta simples pode ser:
“Prefiro não falar sobre política durante o atendimento. Vamos focar na sua solicitação para que eu possa ajudá-lo.”
O objetivo não é desrespeitar a opinião do cliente, mas preservar o ambiente profissional.
Também é importante não utilizar o nome, os canais, as instalações, os equipamentos ou outros recursos do cartório para promover candidatos, partidos ou grupos políticos.
E dentro da equipe?
Opiniões diferentes fazem parte de qualquer equipe.
O problema não está na diferença.
O problema começa quando a diferença vira hostilidade.
Comentários ofensivos, ataques pessoais e pressão política podem prejudicar a confiança, a colaboração e o relacionamento entre os profissionais.
E quando existe uma relação de liderança, o cuidado deve ser ainda maior.
A posição profissional de um líder não deve ser utilizada para pressionar ou direcionar escolhas políticas dos colaboradores. Da mesma forma, preferências políticas não devem interferir em oportunidades, avaliações ou relações profissionais.
Você pode discordar do seu colega.
Não precisa desrespeitá-lo.
O cliente precisa se sentir seguro
Imagine entrar em um cartório pensando:
“Será que esse funcionário vai me tratar diferente porque eu penso diferente dele?”
Não deveria ser assim.
O cliente precisa ter a certeza de que será atendido com respeito, independentemente de suas opiniões políticas.
Esse é o ambiente que uma equipe profissional deve construir.
Para lembrar durante o período eleitoral
Você pode ter um partido. O cartório, não.
Você pode ter um candidato. O cartório, não.
Você pode ter sua opinião. O cliente não precisa dela para receber o serviço.
No ambiente profissional, nosso compromisso precisa estar acima das preferências pessoais:
com o atendimento, com a ética, com o respeito, com a imparcialidade e com a confiança de quem está do outro lado do balcão.
Porque profissionais diferentes podem pensar de maneiras diferentes e, ainda assim, trabalhar juntos com respeito e excelência.
A opinião é individual. O respeito é coletivo.
Quer desenvolver ainda mais sua equipe?
A CartórioFlix oferece conteúdos sobre comportamento, liderança, atendimento e desenvolvimento profissional, ajudando as equipes dos cartórios a transformar conhecimento em prática.
Acompanhe a CartórioFlix e continue desenvolvendo uma cultura de profissionalismo e excelência no seu cartório.
Sabrina Gomes Regra.




