Você é um péssimo colega de trabalho? 10 comportamentos para se identificar.

Talvez você esteja fazendo algumas dessas coisas e nem perceba.

E este texto não é para apontar o dedo para ninguém.

É para fazer você olhar para o próprio comportamento e se perguntar:

“Será que eu também estou contribuindo para os problemas da minha equipe?”

Porque é muito fácil identificar o comportamento inadequado do colega.

Difícil é olhar para si mesmo.

No cartório, o trabalho de uma pessoa impacta diretamente o trabalho da outra. Quando alguém não comunica uma informação, outro profissional pode ficar sem saber o que fazer. Quando não ajuda, alguém pode ficar sobrecarregado. Quando esconde um erro, outra pessoa pode acabar lidando com as consequências. E quando existe fofoca, a confiança desaparece.

Equipe não é apenas dividir o mesmo espaço. É entender que o seu comportamento interfere no trabalho de todos.

Então, vamos fazer um teste?

Confira 10 comportamentos que podem transformar alguém em um péssimo colega de trabalho.

E, desta vez, não pense naquele colega que veio à sua cabeça.

Pense em você.

1. “Meu trabalho está feito. O resto não é problema meu.”

Esse é o profissional que pensa:

“Eu faço a minha parte e pronto.”

Se o colega está sobrecarregado, não é problema dele.

Se outro setor está com dificuldade, também não.

Se uma informação que ele possui poderia destravar um processo, ele pensa:

“Ninguém me pediu.”

Mas uma equipe não funciona assim.

No cartório, uma atividade depende da outra. O que você faz hoje pode facilitar — ou dificultar — o trabalho de outra pessoa amanhã.

Faça diferente:

Pergunte a si mesmo:

“Como o meu trabalho impacta o trabalho da equipe?”

Se uma informação sua pode ajudar, compartilhe. Se perceber que uma etapa está travada, procure entender como pode contribuir.

2. Você vê o colega sobrecarregado e pensa: “Ainda bem que não sou eu”?

Imagine que você está com o trabalho em dia e percebe que seu colega está tentando atender um cliente, responder uma ligação e resolver várias pendências ao mesmo tempo.

Você poderia ajudar.

Mas pensa:

“Problema dele.”

Isso é falta de colaboração.

Ajudar não significa abandonar suas próprias responsabilidades. Às vezes, uma pequena atitude já faz uma grande diferença.

Pode ser uma orientação, uma informação, uma tarefa simples ou simplesmente perguntar:

“Você precisa de ajuda com alguma coisa?”

Às vezes, cinco minutos de ajuda evitam uma hora de sobrecarga.

Equipe boa é aquela em que as pessoas podem contar umas com as outras.

3. Você sabe de uma informação importante e não conta para ninguém?

Você descobriu uma alteração em um procedimento.

Sabe que existe uma pendência.

Sabe que um cliente está aguardando uma resposta.

Mas não comunica quem precisa saber.

Pode ser por descuido. Pode ser porque você pensa “depois eu falo”.

Mas informação importante que não circula pode virar problema.

O colega pode orientar o cliente de forma diferente, refazer um trabalho ou perder tempo procurando algo que você já sabia.

Faça diferente:

Antes de guardar uma informação importante, pergunte:

“Quem precisa saber disso para conseguir fazer bem o trabalho?”

Se alguém precisa da informação, comunique.

4. Você sai e deixa todo mundo sem saber o que está acontecendo?

Você está cuidando de um serviço e precisa sair.

O cliente liga.

Outro colega atende, mas não sabe informar nada.

Não sabe o que já foi feito.

Não sabe o que falta.

Não sabe qual é a pendência.

Não sabe qual é o próximo passo.

Esse problema também acontece durante férias, reuniões, mudanças de setor ou quando uma demanda é transferida.

Faça diferente:

Deixe as informações necessárias para que outra pessoa consiga dar continuidade:

  • o que já foi feito;
  • o que falta fazer;
  • qual é a pendência;
  • qual é o próximo passo;
  • e, quando necessário, o prazo.

O trabalho precisa continuar mesmo quando você não está.

5. Quando dá errado, você procura imediatamente quem culpar?

Alguma coisa deu errado.

E a primeira reação é:

“Foi fulano.”

“Foi o outro setor.”

“Eu entreguei para ela.”

“Foi o sistema.”

Percebe?

O foco está em “quem fez?”, quando deveria estar em:

“Como vamos resolver?”

É claro que responsabilidades precisam ser identificadas. Mas existe uma diferença entre entender a causa de um problema e procurar alguém para colocar a culpa.

Faça diferente:

Primeiro, resolva. Depois, entenda o que aconteceu.

Se o erro foi seu, assuma.

Se foi de outra pessoa, converse diretamente.

Se foi uma falha de processo, ajude a encontrar uma maneira de evitar que aconteça novamente.

Uma equipe forte aprende com os problemas.

6. Você compete com seus colegas em vez de colaborar?

Agora uma pergunta:

Você quer ser o melhor da equipe ou quer que a equipe seja melhor?

São coisas diferentes.

Existe aquele profissional que precisa provar que sabe mais, fica incomodado quando o colega recebe elogios ou evita compartilhar conhecimento por medo de perder importância.

Mas existe uma verdade simples:

Cartório não é campeonato.

Seu colega não precisa perder para você ganhar.

Compartilhe conhecimento. Ajude quem está aprendendo. Comemore as conquistas da equipe.

Porque quando uma pessoa melhora, a equipe inteira fica mais forte.

Se para você vencer, seu colega precisa perder, vocês não estão trabalhando em equipe.

7. Você faz fofoca e chama isso de “conversa”?

Sabe aquela frase?

“Eu nem deveria estar te contando isso…”

Pois é.

Provavelmente não deveria mesmo.

A fofoca destrói a confiança.

Quem fala de um colega para você pode falar de você para outra pessoa. Aos poucos, surgem grupos, conflitos e desconfiança.

Se existe um problema com alguém, converse com essa pessoa.

Se existe um problema de trabalho, leve para quem pode ajudar a resolver.

Antes de compartilhar alguma coisa, faça uma pergunta:

“Isso precisa ser dito ou eu só estou querendo contar?”

Nem toda informação precisa virar conversa.

8. Você vê um problema e fica quieto?

Depois que algo dá errado, aparece:

“Eu sabia!”

“Eu sabia que isso ia acontecer.”

Então vem a pergunta:

Se você percebeu antes, por que não falou?

Talvez tenha pensado que não era sua responsabilidade. Talvez tenha medo de se envolver ou de parecer inconveniente.

Mas se você percebe um risco que poderia ajudar a evitar, ficar em silêncio também prejudica a equipe.

Faça diferente:

Se perceber um problema, comunique.

Se não souber resolver, peça ajuda.

Se tiver uma ideia melhor, apresente.

Em vez de:

“Está tudo errado.”

Experimente:

“Percebi uma situação que talvez possa gerar um problema. Podemos verificar?”

Isso é muito mais profissional.

Não espere o problema acontecer para provar que você estava certo. Ajude a evitá-lo.

9. Você reclama de tudo, mas nunca traz uma solução?

“Esse sistema é horrível.”

“Esse processo não funciona.”

“Esse setor sempre atrasa.”

“Aqui nada dá certo.”

Agora faça uma pergunta:

“Então, o que você sugere?”

Silêncio.

Porque reclamar é fácil.

Difícil é participar da solução.

Isso não significa deixar de apontar problemas. Eles precisam ser identificados.

Mas existe uma grande diferença entre reclamar e contribuir para melhorar.

Em vez de:

“Esse processo é uma bagunça.”

Você pode dizer:

“Percebi que estamos perdendo muito tempo nessa etapa. Talvez pudéssemos organizar dessa outra forma. O que vocês acham?”

Você deixa de ser apenas alguém que reclama.

Passa a ser alguém que contribui.

10. Você erra e faz de tudo para não assumir?

Todo mundo erra.

O problema não é cometer um erro.

O problema é esconder, não corrigir e ainda tentar colocar a responsabilidade em outra pessoa.

“Eu achei que era assim.”

“Ninguém me explicou.”

“Foi o sistema.”

“Foi o colega.”

“Eu sempre fiz desse jeito.”

Quando você assume rapidamente, a equipe consegue agir rapidamente.

Quando você esconde, o problema pode crescer.

Faça diferente:

Reconheça. Comunique. Corrija. Aprenda.

Você pode dizer:

“Identifiquei que cometi um erro. Vou corrigir e verificar o que podemos fazer para evitar que isso aconteça novamente.”

Assumir um erro não diminui você.

Demonstra responsabilidade profissional.

E então… você é um péssimo colega?

Se você se identificou com algum desses comportamentos, não precisa se martirizar.

A pergunta mais importante não é:

“Eu faço isso?”

É:

“O que posso começar a fazer diferente a partir de hoje?”

O bom colega não é aquele que nunca erra.

É aquele que assume, aprende, ajuda e contribui para que a equipe funcione melhor.

No cartório, o resultado entregue ao cliente é consequência de uma cadeia de comportamentos.

Por isso, equipe de verdade não é aquela em que cada pessoa protege apenas o próprio espaço.

É aquela em que as pessoas ajudam umas às outras a fazer o trabalho acontecer.

Na próxima vez que perceber um problema, antes de apontar o dedo, pergunte:

“O que eu posso fazer para melhorar isso?”

Quando perceber um colega sobrecarregado:

“Como posso ajudar?”

Quando tiver uma informação importante:

“Quem precisa saber disso?”

Quando cometer um erro:

“Como posso corrigir?”

E quando alguém da equipe tiver uma conquista:

“Como podemos comemorar juntos?”

Porque um bom ambiente de trabalho não é responsabilidade apenas do líder.

Ele é construído todos os dias pelo comportamento de cada pessoa.

Então, da próxima vez que você pensar naquele “péssimo colega de trabalho”…

talvez seja uma boa hora para olhar primeiro para o espelho.

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Conhecimento é importante. Mas a forma como trabalhamos juntos também faz toda a diferença.

Sabrina Gomes Regra.

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